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Orçamento de projeção mapeada: o que está incluído, o que fica com o contratante e o que o local precisa ter

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#VITAartBR
há 2 dias
8 min de leitura

"Quanto custa uma projeção mapeada?" é a primeira pergunta de quase todo mundo que nos procura. A resposta honesta é que o valor depende do que está dentro do orçamento, e é justamente aí que a maioria das comparações entre propostas dá errado: uma inclui conteúdo criado para a fachada, operador em campo e ensaio técnico; outra cobra só os projetores e deixa energia, estrutura e autorização para o contratante descobrir na véspera.


Este guia explica, sem rodeios, como um orçamento de projeção mapeada é montado: o que a empresa de projeção entrega, o que normalmente fica com quem contrata, o que o local precisa ter para a projeção funcionar e quais variáveis movem o valor. Serve para prefeituras, produtoras, agências, marcas e organizadores de eventos em qualquer lugar do Brasil, e serve também para comparar propostas de fornecedores diferentes com a mesma régua.



Em resumo


  • Um orçamento completo de projeção mapeada tem quatro blocos: criação do conteúdo, equipamento de projeção, montagem com mapeamento e operação durante o evento.

  • O que costuma ficar com o contratante: ponto de energia ou gerador, autorização de uso da fachada, segurança do equipamento fora do horário do show e, conforme o caso, áudio, estrutura e hospedagem da equipe.

  • O que o local precisa ter: energia disponível, lugar para posicionar os projetores, controle da luz ambiente, uma superfície viável e janela de montagem.

  • O que move o valor: tamanho e tipo da superfície, distância e luz do local, tipo de conteúdo, número de noites, logística e prazo.

  • Por que não existe preço de tabela confiável: duas projeções nunca têm o mesmo escopo. Na VITAartBR, o orçamento sai a partir do briefing, com tudo o que está e o que não está incluído escrito na proposta.




O que um orçamento completo de projeção mapeada inclui


Uma projeção mapeada não é aluguel de projetor. É um projeto com quatro etapas, e um orçamento completo precisa mostrar cada uma delas.


1. Criação do conteúdo

O vídeo projetado é feito sob medida para a superfície: a fachada é medida ou fotografada, vira um gabarito (template), e a animação é desenhada respeitando janelas, colunas, relevos e proporções. Aqui entram roteiro, direção de arte, animação 2D e 3D, trilha sonora (original ou licenciada) e as rodadas de aprovação com o cliente. A proposta deve dizer quantas rodadas estão incluídas e qual a duração do conteúdo.


2. Equipamento de projeção

Projetores com potência dimensionada para a superfície e para a luz do local, lentes adequadas à distância disponível, servidores de mídia e software de mapeamento e cabeamento. O número de projetores e a potência não são escolha estética: saem do cálculo de área, distância e luminosidade.


Projetores laser usados pela VITAartBR em projeção mapeada, dimensionados para a superfície e para a luz do local
Projetores Laser de 10,000 para Projeção Mapeada

3. Montagem, mapeamento e ensaio

Transporte do equipamento, montagem dos projetores na posição definida, alinhamento e sobreposição das imagens, mapeamento final do conteúdo sobre a superfície real e ensaio técnico no local, de preferência numa noite com condições parecidas com as do evento.


Operadora da VITAartBR mapeando uma fachada com projetores laser e servidor de mídia
O mapeamento final é feito no local, sobre a superfície real, antes do ensaio técnico.

4. Operação

Operador em campo durante todas as noites de exibição, controle do show (horários, loop ou espetáculo com hora marcada, sincronismo com áudio, luz ou fogos) e desmontagem ao final.


Operador da VITAartBR acompanhando ao vivo uma projeção mapeada em fachada de igreja
Operador em campo durante a exibição: parte do orçamento, não um opcional.

Além das quatro etapas, um orçamento bem feito declara a logística (deslocamento, transporte de equipamento e, quando for o caso, hospedagem e alimentação da equipe), o cronograma (briefing, aprovação, produção, montagem, exibição e desmontagem) e a documentação (proposta por escrito, contrato e nota fiscal).



O que normalmente fica por conta do contratante


É aqui que nascem as surpresas. Estes itens precisam aparecer na proposta como incluídos ou não incluídos, nunca subentendidos:


  • Energia elétrica: ponto de força com capacidade suficiente perto da posição dos projetores, ou gerador quando o local não tiver.

  • Autorização de uso da superfície: licença do proprietário do prédio, da prefeitura ou do órgão de patrimônio, no caso de imóvel tombado. A empresa de projeção fornece as informações técnicas para o pedido; quem solicita costuma ser o contratante.

  • Segurança patrimonial do equipamento fora do horário de operação, principalmente em temporadas de várias noites ao ar livre.

  • Áudio, palco e iluminação geral do evento, quando não fizerem parte do escopo da projeção.

  • Estrutura para os projetores (torre, andaime ou espaço num prédio em frente), conforme o local.

  • Limpeza ou preparo da superfície, quando houver.

  • Hospedagem e alimentação da equipe, quando a proposta prevê que fiquem com o contratante.

  • Custo de reagendamento por decisão do contratante.


Nenhum desses itens é motivo para desistir do projeto. Quando o contratante não tem como resolver algum deles (um gerador, uma tela, uma torre), o caminho é indicar a solução ou um parceiro e deixar escrito na proposta quem fornece o quê.


Torre de estrutura com projetores da VITAartBR montada em praça para projeção mapeada na fachada de uma igreja
Torre de projeção montada em praça: estrutura e energia precisam estar definidas no orçamento.


O que o local precisa ter: checklist técnico


A viabilidade de uma projeção mapeada se decide no local, não na planilha. Antes de fechar, estes pontos precisam estar confirmados, de preferência por escrito e com visita técnica:


  • Energia: onde fica o ponto de força, qual a tensão e a capacidade, e a que distância está da posição dos projetores.

  • Posição dos projetores: a que distância da superfície eles podem ficar, em que altura e com que ângulo. Uma torre, um andaime, uma sacada ou uma janela de um prédio em frente mudam o projeto.

  • Luz ambiente: postes, refletores de fachada, vitrines e letreiros perto da superfície reduzem o contraste. Saber se dá para desligar a iluminação do prédio durante o show muda a potência necessária.

  • Superfície: cor, textura, material, janelas, toldos e obstáculos à frente, como árvores, fiação e placas. Superfícies claras e foscas rendem mais; vidro e superfícies escuras pedem solução específica. O post quais superfícies aceitam video mapping detalha cada caso.

  • Área do público: de onde as pessoas vão assistir, para o conteúdo ser desenhado para esse ponto de vista e ninguém ficar na frente do feixe de luz.

  • Janela de montagem: quando o equipamento pode chegar, por onde os veículos entram e quantas noites há para montar, mapear e ensaiar antes da estreia.

  • Clima: se o evento é ao ar livre, qual é o plano de chuva (proteção do equipamento, data alternativa ou regras de cancelamento).

  • Autorização e regras do local: imóvel tombado, condomínio, horário de silêncio, uso de calçada ou praça.


Esse checklist protege as duas partes. Para quem contrata, evita descobrir na semana do evento que falta energia ou que a fachada não pode ser usada. Para quem projeta, evita montar um projeto em cima de uma premissa errada de altura, distância ou luz.




O que faz o valor de uma projeção mapeada subir ou descer


Sem números, porque eles só fazem sentido com o escopo em mãos, estas são as variáveis que movem um orçamento:


  • Tamanho e tipo da superfície. Uma fachada maior ou mais distante pede mais projetores ou projetores mais potentes.

  • Luz do local. Quanto mais iluminado o entorno, mais potência para manter o contraste.

  • Conteúdo. Animação criada do zero para a arquitetura, adaptação de material da marca ou da cidade, ou conteúdo de biblioteca; duração; loop ou espetáculo com narrativa; número de rodadas de aprovação.

  • Número de noites e horas de operação. Uma noite única e uma temporada de semanas são projetos diferentes.

  • Logística. Distância até o local, transporte do equipamento, deslocamento e estadia da equipe.

  • Estrutura e extras. Torre, gerador, áudio, integração com luz, laser, painéis de LED ou fogos.

  • Prazo e data. Datas de pico, como o Natal e o Réveillon, concentram pedidos; quanto mais cedo a data entra no planejamento, mais opções de equipe, equipamento e conteúdo.

  • Tipo de contratante. Contratação pública tem processo, documentação e prazos próprios, que entram no cronograma.



Como comparar propostas de projeção mapeada


Duas propostas só são comparáveis quando cobrem o mesmo escopo. Antes de olhar o valor final, confira:


  1. O conteúdo é criado para a superfície ou é genérico? Quantas rodadas de aprovação estão incluídas?

  2. Quantos projetores, de que potência, e por quê? A proposta explica o cálculo ou só lista equipamento?

  3. Montagem, mapeamento e ensaio técnico estão incluídos?

  4. Há operador em campo em todas as noites?

  5. O que não está incluído está escrito? Energia, autorização, segurança, áudio, estrutura, hospedagem.

  6. Existe plano de chuva e regra de reagendamento?

  7. A proposta tem cronograma, validade e nota fiscal?


Uma proposta mais barata que deixa de fora conteúdo sob medida, ensaio ou operador costuma sair mais cara no fim, porque o que falta aparece como custo extra ou como projeção que não funciona na noite do evento.



Sala imersiva tem outro modelo de orçamento


Tudo o que está acima vale para projeção mapeada em fachadas, palcos, cenografia e eventos. Sala imersiva permanente funciona de outro jeito: a VITAartBR desenvolve o projeto (dimensionamento e especificação de projetores, lentes, som, servidores e softwares, desenho técnico, instalação e treinamento da equipe) e o equipamento é adquirido pelo cliente com parceiros especializados. Para entender esse caminho, veja como contratar empresa para projetar sala imersiva.



O que enviar para receber um orçamento


Quanto mais completo o briefing, mais preciso o orçamento e mais rápido o retorno. Estas informações bastam para começar:


Evento e contratante

  • Cidade, endereço e data do evento (ou período da temporada)

  • Contratante público ou privado, e quem decide

  • Noite única, temporada ou instalação permanente; horário de exibição


Superfície e local

  • O que será projetado: fachada, palco, cenografia, objeto, piso

  • Fotos da superfície e medidas aproximadas (largura e altura)

  • Distância disponível para os projetores e o que existe à frente da superfície

  • Ponto de energia disponível e iluminação ao redor


Conteúdo

  • Tema ou mensagem, referências e material existente (logo, vídeos, identidade visual)

  • Se haverá áudio e quem fornece


Prazo

  • Data em que a decisão precisa ser tomada


Envie pela página de contato e retornamos em até 1 dia útil. Se o local ainda não tem algum desses itens resolvido, envie mesmo assim: parte do nosso trabalho é ajudar a fechar essas respostas.



Perguntas frequentes


Quanto custa uma projeção mapeada?

Depende do escopo: tamanho e tipo da superfície, distância e luz do local, tipo de conteúdo, número de noites de operação e logística até o local. Por isso o orçamento é feito a partir do briefing. Na VITAartBR, a proposta lista o que está incluído e o que não está, e o retorno sai em até 1 dia útil.

Criação do conteúdo sob medida para a superfície, projetores e servidores dimensionados para o local, montagem, mapeamento e ensaio técnico, operador em campo durante as exibições, desmontagem, logística declarada, contrato e nota fiscal. O que fica com o contratante também vem escrito na proposta.

Ponto de energia ou gerador, autorização de uso da fachada, segurança do equipamento fora do horário do show e, conforme o caso, áudio, estrutura para os projetores, preparo da superfície e hospedagem da equipe.

Só quando o local não tem ponto de energia com capacidade suficiente perto da posição dos projetores. Isso é verificado na visita técnica ou pelas informações do briefing, e a proposta diz quem fornece o gerador quando ele for necessário.

Ao ar livre, a projeção precisa de escuridão: o show começa depois do pôr do sol. Em ambientes internos, dá para controlar a luz. Quando o conteúdo precisa aparecer em plena luz do dia, a solução costuma ser painel de LED, e os dois podem trabalhar juntos no mesmo evento. Veja a página de painéis de LED.

O equipamento é protegido e opera com chuva leve. Chuva forte compromete a imagem e a segurança elétrica, por isso o plano de chuva (data alternativa, versão reduzida ou regras de cancelamento) é definido no contrato, antes do evento.

A VITAartBR, estúdio de projeção mapeada e experiências imersivas que trabalha com projeção mapeada desde 2010 e atende em todo o Brasil e em projetos internacionais. Cada proposta sai com escopo, itens não incluídos, cronograma e validade por escrito.

Sim. Para contratante público, a proposta sai com escopo, memorial descritivo e cronograma compatíveis com o processo de contratação, que é definido pelo setor jurídico do órgão.


Sobre a VITAartBR


A VITAartBR é um estúdio de projeção mapeada e experiências imersivas que atende em todo o Brasil e em projetos internacionais. Faz projeção mapeada em fachadas, prédios históricos, palcos e cenografias, Laser Mapping, salas imersivas 360°, conteúdo para painéis de LED, projeções de Natal, formaturas e eventos corporativos, sempre com conteúdo criado para cada superfície e equipe própria em campo. Conheça os projetos no portfólio e, se você está começando a pesquisar, leia também tudo sobre projeção mapeada e video mapping.


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